A saudade que fica

rosaDepois de uma semana passada
Com a ferida ainda exposta
Luto e reluto, mas não encontro resposta
Como pôde partir, mãezinha amada?

A saudade ainda queima
Vem através do pensamento
Que insiste e não contenta
Em esmagar mais meu sentimento.

Que carregada de esperança
Choro que nem criança
Pela saudade deixada
Dessa dor, no peito, abandonada.

Não sei o que acontece
Toda vez que anoitece
Meu coração bate forte
Pela saudade que ainda morde
Do futuro imaginado
Desta vez desmoronado.

A saudade que corta por dentro
Arde feito tocha, mas não passa com o vento
Do abraço carinhoso que conforta
Não importa de quem seja
Por incrível que pareça
É o que me ajuda a seguir em frente.

(Bévea Kikunaga)

* Poema escrito após a grande perda da minha vida até o momento. Foi em 08 de dezembro de 1999 que minha mãe deixou de estar fisicamente ao meu lado, deixando alguns conhecimentos, alguns sorrisos, algumas essências e muita saudade.

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Nessa imensidão

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Nessa imensidão de mar sem fim
Que se encontra à minha frente
Observo cada movimento e cor
Para no futuro lembrar visualmente.

O som das ondas me relaxa
Procuro guardar bem essa melodia
Da onda, do vento e da brisa
Que com certeza vou lembrar um dia.

Agora, sei que o paraíso existe
Está bem agora diante dos meus olhos
A beleza do mar me sensibiliza
Principalmente quando a água do mar a areia desliza.

(Bévea Kikunaga)

À uma amiga querida

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Você não sabe exatamente o quanto gosta de uma pessoa
Até o momento em que ela precisa partir
A saudade então já machuca e como um poço sem fundo ecoa
Agora já não adianta (nem se consegue) tentar sorrir…

Tem certas coisas na vida
Que acredito serem incompreensíveis
Mas como na vida não existe “por acaso”
Existe apenas “idas e vindas”
Prefiro achar que existem caminhos alternativos
E que a amizade conquistada
Apenas deve ser preservada…

(Bévea Kikunaga)