A saudade que fica

rosaDepois de uma semana passada
Com a ferida ainda exposta
Luto e reluto, mas não encontro resposta
Como pôde partir, mãezinha amada?

A saudade ainda queima
Vem através do pensamento
Que insiste e não contenta
Em esmagar mais meu sentimento.

Que carregada de esperança
Choro que nem criança
Pela saudade deixada
Dessa dor, no peito, abandonada.

Não sei o que acontece
Toda vez que anoitece
Meu coração bate forte
Pela saudade que ainda morde
Do futuro imaginado
Desta vez desmoronado.

A saudade que corta por dentro
Arde feito tocha, mas não passa com o vento
Do abraço carinhoso que conforta
Não importa de quem seja
Por incrível que pareça
É o que me ajuda a seguir em frente.

(Bévea Kikunaga)

* Poema escrito após a grande perda da minha vida até o momento. Foi em 08 de dezembro de 1999 que minha mãe deixou de estar fisicamente ao meu lado, deixando alguns conhecimentos, alguns sorrisos, algumas essências e muita saudade.

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