A chuva lá fora

Nessa madrugada
Escuto o vento frio e os pingos gelados da chuva
Que banham o mundo lá fora;
Enquanto, aqui, nesse quarto pouco iluminado
Processo pensamentos loucos e trançados
Que minha sábia consciência
Não consegue ordená-los…

Agora a chuva aumenta!
E pelo som que escuto dos pingos solitários
Que insistem em trazer amparo
Relembro que, nesse instante, apenas queria colo
Aquele que é acolhedor e materno
No qual pudesse apenas me encolher
Me aquecer e me proteger…
De quê? Não sei…
Apenas queria me proteger…

Mas mesmo assim me pergunto:
Será que são as lágrimas minhas que agora caem?
Só que de uma forma diferente do convencional?
Ou será que é o mundo que chora
Pela decisão que tenho que tomar?

Mais uma vez são apenas perguntas
Que não querem e não conseguem calar
Relutam para serem respondidas…
Mas mesmo assim, a chuva lá fora
Continua a chorar…

(Bévea Kikunaga)

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À uma amiga querida

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Você não sabe exatamente o quanto gosta de uma pessoa
Até o momento em que ela precisa partir
A saudade então já machuca e como um poço sem fundo ecoa
Agora já não adianta (nem se consegue) tentar sorrir…

Tem certas coisas na vida
Que acredito serem incompreensíveis
Mas como na vida não existe “por acaso”
Existe apenas “idas e vindas”
Prefiro achar que existem caminhos alternativos
E que a amizade conquistada
Apenas deve ser preservada…

(Bévea Kikunaga)

A chuva lá fora

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Escuto o vento frio e os pingos gelados da chuva
Que banham o mundo lá fora;
Enquanto, aqui, nesse quarto pouco iluminado
Processo pensamentos loucos e trançados
Que minha sábia consciência
Não consegue ordená-los…

Agora a chuva aumenta!
E pelo som que escuto dos pingos solitários
Que insistem em trazer amparo
Relembro que, nesse instante, apenas queria colo
Aquele que é acolhedor e materno
No qual pudesse apenas me encolher
Me aquecer e me proteger…
De quê? Não sei…
Apenas queria me proteger…

Mas mesmo assim me pergunto:
Será que são as lágrimas minhas que agora caem?
Só que de uma forma diferente do convencional?
Ou será que é o mundo que chora
Pela decisão que tenho que tomar?

Mais uma vez são apenas perguntas
Que não querem e não conseguem calar
Relutam para serem respondidas…
Mas mesmo assim, a chuva lá fora
Continua a chorar…

(Bévea Kikunaga)

No meio do dia

Menina com planta na mão

Mesmo que o tempo insista em dizer que passou,
Meus sentimentos por você sempre estão presentes…
Seja em um pequeno gesto,
Ou mesmo em uma canção do Elvis.

A verdade é que sempre estarás presente em minha vida, de uma forma ou de outra
Mostrando-me alguma forma de seguir em frente!
Tudo parece fazer sentido, quando a vida, às vezes, mostra que nada faz muito sentido
Uma contradição realmente sensível e arrebatadora.

Mesmo assim, a vida continua lá fora, de uma forma ou de outra,
As pessoas continuam individualistas, os pássaros continuam a cantar logo cedo,
Os carros passam apressados e o tempo não para!

Os sonhos continuam, mesmo quando eles mudam um pouco a perspectiva de anos atrás,
As recordações adormecem de repente
As palavras se vão com o tempo
Mal me lembro da sua voz!

Mas ainda assim, alguns pequenos gestos estão bem presentes
E surgem do nada, como amparos, no meio do dia para me afagar, fazer um carinho,  Então, suspiro fundo, acalmo a mente e dessa forma, mais uma vez, sigo em frente!

(Bévea Kikunaga)

Momentos ao seu lado

Aqueles momentos ao seu lado
Pareciam mais dádivas do que algo errado
Salvo de qualquer crítica ou respaldo
Importava apenas me sentir amado.

Seu olhar profundo e persistente
Ao mesmo tempo, insinuante e intocável
Atiçava ainda mais meus instintos
Rebeldes e acatados.

Sentir o toque da sua pele na minha,
A sua respiração ofegante
Ansiando um beijo sufocante
E suas pernas trançando as minhas.

Queria apenas esquecer o mundo lá fora
E esquecia…
Queria apenas renovar meu fôlego cansado
E com você, conseguia!

Assim eram nossos dias
Assim eram nossos desejos
Reprimidos e explorados
Desejados e consumidos.

Assim, era eu e você
Assim, éramos
Assim, somos você e eu
Assim, ainda somos!

(Bévea Kikunaga)

Pálida à Luz

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Pálida à luz da lâmpada sombria
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando
Negros olhos as pálpebras abrindo
Formas nuas no leito resvalando
Não te rias de mim, meu anjo lindo!

Por ti — as noites eu velei chorando,
Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo!

(Álvares de Azevedo)

No seu olhar

 No seu olhar

A magia do coração
Segue sem rumo
E sem direção.
No seu olhar
Que é um poço de emoção,
E muitos, aos poucos,
Mergulha nessa ilusão.
No seu olhar
Reina viva a paixão
Muitos gostariam de estar no seu lugar
Só para não ter que conviver com a solidão!

(Bévea Kikunaga)