Lara & Filó

Gatas em coraçao

Somos assim, uma de cada cor:

Lara de Laranja, que era amarela
De macho virou fêmea
De orelhuda quando pequena, ficou brava depois de grande!

Filó de Filomena
Herdou o nome da mãe de criação
Antes uma estranha, agora sua mãe de coração!

Uma chegou em uma caixa, com outra da mesma raça
Porém, de estilo diferente, miava, e como miava: – Miu, miu, miu!!!
De sapeca corria desengonçada, subia nos móveis, cortinas e janelas
Mas na hora de comer, se contentava em ser a segunda, já que a Luna era na verdade quem mandava!

Antes mesmo de quatro meses, no cio a Lara já berrava
Subia as escadas e descia em uma verdadeira batalha.
Às pressas em uma consulta foi encaminhada
E em uma operação foi inclinada!

Por tabela, a Luna a primogênita que mandava
No mesmo caminho foi levada.
Porém uma trágica notícia nos fora anunciada:
Luna não resistiu, mais frágil ela era
E assim se foi para o céu de gatinhos e nos deixou desconsoladas.

Lara agora sozinha reinava
Na casa pequena que se tornara gigante, ficara
Até que uma noite “enchuvarada” chegara
A mais nova moradora se apresentava.

E foi assim que a Filó chegou…
À noite no meio da chuva no estacionamento
Chorando e molhada para dentro da casa foi colocada.

Mas de madrugada uma coisa estranha aconteceu…
Depois de alimentada e aconchegada
Resolveu procurar os filhotes que lhe foram roubados
E da casa quentinha e aclamada foi embora…

Mas qual não foi a surpresa
Quando de madrugada no meio das casas
Surgiu um miado tão forte quanto um rugido
De tão estrondoso que não parecia um ruído
Nos acordou e novamente demos abrigo
Para aquela gata miúda e sem sigilo.

Da convivência, as duas agora irmãs
Brigam, se olham e até dividem a comida no mesmo prato
Acabam por dividir o mesmo teto.

Agora a Lara é a mandona, soberana.
A Filó a que enaltece o que a outra faz.
Assim elas convivem na mesma casa.
Assim elas dividem o mesmo lar!

(Bévea Kikunaga)

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